Saúde

Hiperventilação: O susto que o corpo dá

Depois dos 45 anos, qualquer sinal diferente no corpo costuma acender um alerta imediato. O peito aperta, o ar parece não chegar aos pulmões e o coração dispara. 
Muitas vezes, o primeiro pensamento é de algo grave no coração, mas a explicação pode estar na forma como você está respirando sob pressão. A síndrome da hiperventilação acontece quando, sem perceber, passamos a respirar de forma curta e rápida, desequilibrando os níveis de oxigênio e gás carbônico no sangue. O resultado é físico e assustador: tontura, formigamento nas mãos, lábios dormentes e uma sensação de morte iminente.

Nesta fase da vida, em que o corpo lida com oscilações hormonais da perimenopausa e a mente carrega o peso de múltiplas responsabilidades, o sistema nervoso pode entrar em estado de "luta ou fuga" com facilidade. A hiperventilação é o corpo reagindo ao estresse acumulado ou a um pico de ansiedade. É um ciclo: você sente medo, respira pior e os sintomas físicos aumentam o medo. Entender que isso é uma resposta química do organismo, e não uma falha vital, é o que permite você retomar o chão.

O caminho para sair desse estado não é tentar puxar mais ar — o que geralmente aumenta o desespero — mas sim focar em soltá-lo. Esvaziar os pulmões lentamente ajuda a sinalizar para o cérebro que o perigo passou. Falar sobre esses sinais e reconhecer a sobrecarga emocional é parte essencial do autocuidado na maturidade.

Na Bloom Club, acreditamos que nomear o que sentimos tira o poder do medo. Se esses episódios se tornam frequentes, olhar para a saúde mental com a ajuda de profissionais é o passo mais generoso que você pode dar por si mesma.